domingo, 11 de abril de 2010
Pós processamento, uma questão técnica e filosófica.
Usar JPEG em fotografia é como ouvir uma sinfonia de Mozart ou Beethoven num leitor de MP3. Dá para ter uma ideia da música mas não se ouve a obra na sua totalidade, a sua diversidade e riqueza instrumentais. Em ambos os casos pela mesma razão óbvia: a informação está comprimida e reduzida ao mínimo indispensável. Depois, há coisas em que não há qualquer vantagem em fazer no terreno, como a correcção de verticais paralelas, principalmente nos edifícios. No terreno, a correcção só é possível com uma objectiva de descentramentos, que não acrescenta nada em termos de composição artística. Trata-se, simplesmente, de uma correcção técnica de uma distorção provocada pelo facto de a câmara estar numa posição inclinada para captar o topo do edifício. Isto pode ser feito muito facilmente no Photoshop ou Elements, através da função Correct Camera Distortion, e não fere nada qualquer purista. Tenho que admitir que o computador é uma preciosa ferramenta para completar a nossa fotografia e a tornar merecedora de ser apreciada. Haja talento e engenho!
Eye Contact
Hoje andei a pesquisar alguns sites/blogs sobre fotografia, no meio do browsing encontrei um artigo interessante. Nada de muito novo, mas que me pareceu tornar mais clara a importancia do contacto visual no retrato.
Relambra algo que parece obvio, mas que pelo menos eu não tinha estruturado e presente de forma tão clara quando faço retratos: sem contacto visual o fotografo é um "observador" com contacto visual o fotografo faz parte da cena, são duas aproximações distintas com objectivos diferentes.
Fonte: DPSchool
Relambra algo que parece obvio, mas que pelo menos eu não tinha estruturado e presente de forma tão clara quando faço retratos: sem contacto visual o fotografo é um "observador" com contacto visual o fotografo faz parte da cena, são duas aproximações distintas com objectivos diferentes.
Fonte: DPSchool
terça-feira, 30 de março de 2010
PSE
Hoje usei pela primeira vez o Photoshop Elements. Graças a esta excelente peça de software consegui, em segundos, corrigir as linha verticais convergentes que tornavam esta fotografia desinteressante.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Content Aware Editing
A Lenswork é para mim uma fonte de inspiração e informação. O blog tecnologico veio complementar alguma falta de informação a este nivel na propria revista - que não tem essa vocação. O blog tal como os podcast têm artigos na minha perspectiva interessantissimos.
O mais recente "The Line" refere uma nova funcionalidade do Photoshop CS5 que torna trivial a "manipulação" de imagens (na perspectiva de alteração de conteudos). O video demonstrativo desta funcionalidade no YouTube é digno das séries de ficção cientifica de há uns anos. Vejam aqui e já agora vejam o blog .
Tenho dificuldade em imaginar como será a fotografia dentro de 10 anos...,
O mais recente "The Line" refere uma nova funcionalidade do Photoshop CS5 que torna trivial a "manipulação" de imagens (na perspectiva de alteração de conteudos). O video demonstrativo desta funcionalidade no YouTube é digno das séries de ficção cientifica de há uns anos. Vejam aqui e já agora vejam o blog .
Tenho dificuldade em imaginar como será a fotografia dentro de 10 anos...,
sábado, 13 de março de 2010
The Photographs of Frederick H. Evans
Recebi, finalmente, o livro "The Photographs of Frederick H. Evans" e estou impressionado pela forma como este fotógrafo do início do Séc. XX pinta com a luz. É absolutamente maravilhoso. As fotografias de interiores, principalmente catedrais em Inglaterra e França, são uma lição e um desafio de como conseguir fotografar este tipo de locais, normalmente escuros, somente com luz natural. Cada fotografia foi estudada ao mais ínfimo pormenor, com várias visitas ao local, durante dias, até conseguir o efeito de luz pretendido, à hora do dia mais indicada. Recomendo vivamente
quarta-feira, 3 de março de 2010
Últimos posts no Limagens
Catarina de Bragança, Intersecção e Equilíbrio.
http://limagens.blogspot.com/
http://limagens.blogspot.com/
terça-feira, 2 de março de 2010
Variação da perspectiva com distancia focal
Na continuação do post anterior, lembrei-me de uns exercicios feitos em tempos no CFB do LXStudio / Atelier de Imagem, e que demonstram na minha perspectiva de forma bastante clara a "compressão" ou "expansão" dos planos com a distancia focal.
Exemplo1 - lente 28mm (eq. 42mm em 24x36)
Mesmo local lente 100mm (eq. 150mm em 24x36)
Embora haja pouca variação nos planos mais proximos os mais afastados são claramente comprimidos à medida que se aumenta a distancia focal.
Exemplo 2 - lente 18mm (eq. 27mm em 24x36)
Lente 70mm (equiv. 105mm a 24x36)
Exemplo1 - lente 28mm (eq. 42mm em 24x36)
Mesmo local lente 100mm (eq. 150mm em 24x36)
Embora haja pouca variação nos planos mais proximos os mais afastados são claramente comprimidos à medida que se aumenta a distancia focal.
Exemplo 2 - lente 18mm (eq. 27mm em 24x36)
Lente 70mm (equiv. 105mm a 24x36)
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Compressão
Ontem aprendi algo mais sobre fotografia, especificamente sobre lentes. As lentes zoom sofrem (ou beneficiam) de um fenómeno denominado compressão. Este fenómeno provocado pela aproximação dos elementos ópticos das lentes zoom faz com que os vários sujeitos de uma fotografia que estão distantes entre si, em termos de profundidade, pareçam estar à mesma distância relativa, inclusive em relação à objectiva. Esta característica cria uma ilusão óptica que pode ser muito interessante esteticamente.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Ética e fotografia na era digital
A era digital abriu um mundo de possibilidades em termos de "realização fotográfica" mas, como aconcete muitas vezes, vai-se longe de mais. No concurso fotográfico Wildlife photographer of the year, com um prémio de 10.000 £, promovido pelo Museu de História Natural britânico e pela BBC Wildlife Magazine, um concorrente foi longe demais. Este concorrente, cujo nome não menciono para não gerar mais publicidade, ganhou o primeiro lugar com uma fotografia de um lobo ibérico a saltar uma portada de um terreno. Quando vi a foto achei-a intrigante embora muito interessante. Intrigante porque não imaginava que um lobo desse um salto daqueles. Vejo-os como animais tímidos e cautelosos demais para um salto tão intrépido. Dois meses depois leio a notícia da desclassificação deste concorrente, sendo obrigado a devolver o prémio atribuído. Contudo as revistas e toda a publicidade à volta da fotografia beneficiaram (ou não) este concorrente que não soube respeitar os limites impostos pela seriedade e pela ética. Vários especialistas de vida animal concluíram que um lobo selvagem nunca daria um salto daqueles, em vez disso atravessaria a portada facilmente em vez de se arriscar num tal salto. Provou-se que o concorrente tinha usado e treinado um animal "modelo" - há pessoas que domesticam lobos - para o efeito, violando o espírito do concurso que era o de captar a vida selvagem, e a regra no 10 que o referia explicitamente. Espero que este exemplo sirva para travar muito do ímpeto à volta da fotografia dos nossos dias, em que vale tudo para obter uma fotografia de belo efeito.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Manipulação versus "Optimização"
Entendo o termo tal como é usado, tipicamente de forma prejurativa, para se referir a deturpação de uma foto representativa da "realidade" dando uma visão alterada dessa mesma realidade. Há "n" exemplos infelizes, ainda ontem recebi uma interessante com o texto "Mosteiro dos Jerónimos 1878".
Vinha no meio de um PPT interessante com várias fotos de "Lisboa antiga", e poderia passar à primeira vista. Em 1878 já existia fotografia, recordam-se surgiu em 1827 com Niepce e o primeiro processo fotografico em Jan. de 1939 com Daguerre e Fox Talbot... só que o Mosteiro acabou de ser construido em 1544 uns seculos antes...
Uma das fotos que publiquei no "Essencia e Memória II", sem titulo, teve por base a imagem seguinte. obtida num passeio matinal à porta de casa, num dia nublado
Vinha no meio de um PPT interessante com várias fotos de "Lisboa antiga", e poderia passar à primeira vista. Em 1878 já existia fotografia, recordam-se surgiu em 1827 com Niepce e o primeiro processo fotografico em Jan. de 1939 com Daguerre e Fox Talbot... só que o Mosteiro acabou de ser construido em 1544 uns seculos antes...
Uma das fotos que publiquei no "Essencia e Memória II", sem titulo, teve por base a imagem seguinte. obtida num passeio matinal à porta de casa, num dia nublado
O resultado final após ajustes no PS resultou na imagem seguinte, que pessoalmente acho muito mais interessante.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Digital saves the analog stars
Passei parte das noites da semana passada a recuperar fotos e negativos antigos. Tenho alguns negativos dos quais não tenho as fotos, algumas fotos das quais não tenho negativos e muitas fotos com negativos. Seleccionei os negativos (com ou sem fotos) que irei digitalizar -181, que irei digitalizar na Colorfoto por 0,60€ a unidade. Seleccionei também 27 fotos de que não tenho negativo cuja digitalização custa 2,06€ a unidade - bem mais caro. Desta forma espero livrar-me de alguma preocupação de não conseguir salvaguardar devidamente este "espólio", que inclui fotos do meu pai, dos meus avós e outros familiares que já não estão entre nós. Por outro lado, permitir-me-á partilhá-lo de forma simples com outros familiares (mãe, irmãos, tios, primos) que não as têm. Viva a tecnologia digital.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Life under the bridge
Hoje de manhã tirei algumas fotos junto à Ponte Vasco da Gama. A maior parte são daquelas que toda a gente tem e seleccionei 7 que achei interessantes. Dessas decidi colocar estas no blog por achar que eram as menos comuns. Podem ver as outras em www.flickr.com/jhenriquel/.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
The 1st Starbucks
Uma das "atracções" de Seattle, é o primeiro "Starbucks", localizado mesmo em frente ao famoso "Public Market". Não uso muito "ironia" nas fotos que faço, mas nesta não resisti, achei que estavam reunidos todos os infredientes para fazer a primeira tentativa.
Lembro-me que ao ver o "âmbiente" do local, me pus a pensar na melhor forma de transmitir a mensagem relativamente à real importancia dos principais elementos da composição:
As pessoas "tipicas" do local, normais transeuntes.
O edificio com o "fantástico imponente" Outdoor;
A faxada do edificio com os seus detalhes...;
Ok e até o 1º Starbucks....
Lembro-me que ao ver o "âmbiente" do local, me pus a pensar na melhor forma de transmitir a mensagem relativamente à real importancia dos principais elementos da composição:
As pessoas "tipicas" do local, normais transeuntes.
O edificio com o "fantástico imponente" Outdoor;
A faxada do edificio com os seus detalhes...;
Ok e até o 1º Starbucks....
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Nude on the Floor
Vi uma fotografia do Victor Palla na revista da Fundação Gulbenkian, chamada Nude on the floor. Trata-se de uma foto de um modelo feminino nu, deitado de bruços no chão, com as mãos a tapar a cabeça. A luz é extraordinária e o que é mais interessante são as sombras dos estores reflectidas por todo o corpo da mulher, gerando o efeito de uma zebra. Existe uma tira de sombra ao longo de toda a coluna vertebral, o que confere um resultado semelhante a um esqueleto visto num RX. A fotografia demonstra um domínio magistral da luz e da sombra, e a forma como ambas podem moldar as formas do corpo.
Santo antónio do Varatojo II
Achei que a fotografia ficava razoavelmente interessante equilibrando a composição de forma a colocar o painel de azulejos do lado direito e a pequena coluna do lado esquerdo alinhada com o beiral do telhado. Tive o cuidado de alinhar o beiral de primeiro plano com a fachada do edifício que se encontra atrás daquele.
Santo antónio do Varatojo
Eis um exemplo de uma fotografia que só funciona (modestamente) a cores. O verde do musgo velho oferece um excelente contraste com o branco caiado da fachada do Convento e com o tijolho velho dos telhados.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Simplicidade
Deve ser da idade mas cada vez gosto mais de fotos com temas simples. A segunda foto beneficiaria bastante se removesse o lancil do relvado, que não consegui evitar quando a estive a compor, por causa da orientação do Sol e de outros elementos que havia do lado esquerdo.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Manipulação
Não acho razoavel manipular imagens que deturpem a realidade, quando se pretende retratar de forma o mais fidedigno possivel essa mesma realidade (ex. Fotojornalismo). Quando falo em "manipular" não estou a referir-me aos ajustes "standard" (levels/curves/sharpening), mas a inserir ou remover partes da imagerm, já que considero os primeiro absolutamente normais na era digital, e na realidade sempre se fizeram.
Entendo que pode haver alguns com alguma "optimização" em paisagem, retrato, etc., e não vejo qualquer problema na execução de ajustes que permitam melhorar (na perspectiva do autor) o resultado final a apresentar.
Aqui vai um exemplo em que julgo a remoção dos objectos "artificiais" (postes electricos) melhorou o equilibrio da imagem e a tornou mais suave e interessante (têm de ampliar a imagem para analisar as diferenças).
Entendo que pode haver alguns com alguma "optimização" em paisagem, retrato, etc., e não vejo qualquer problema na execução de ajustes que permitam melhorar (na perspectiva do autor) o resultado final a apresentar.
Aqui vai um exemplo em que julgo a remoção dos objectos "artificiais" (postes electricos) melhorou o equilibrio da imagem e a tornou mais suave e interessante (têm de ampliar a imagem para analisar as diferenças).
domingo, 31 de janeiro de 2010
Tejo
Tirei algumas fotos hoje em Belém. De todas elas esta é a mais simples mas a que mais me cativou. As outras achei-as banais fotos de postal.
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